Queremos uma filosofia que seja filosofia e nada mais, que aceite o
seu destino, sem o seu esplendor e a sua miséria, e não torça os olhos,
invejosa, querendo para si as virtudes cognoscitivas que outras ciências
possuem, como é a exactidão da verdade matemática ou a comprovação
sensível e o praticismo da verdade física. O espírito revolucionário
que tenta utopicamente fazer que as coisas sejam o que nunca poderiam
ser nem têm razão para ser, é preciso que seja substituído pelo
grande princípio ético que Píndaro liricamente apregoava e diz, sem
mais, assim: Chega a ser o que és.