Nesta coletânea de poemas, o autor convida o leitor a percorrer uma densa e simbólica trilha florestal. A caminhada, no entanto, não é apenas física, mas um rito de passagem que culmina diante de um espelho. É nesse reflexo que a palavra se transmuta, revelando a essência da alma através de passagens que evocam os grandes arquétipos gregos, fundindo o mito antigo com a fragilidade da existência
contemporânea.
Entre as sombras das árvores e o brilho do vidro, a obra traça um mapa emocional que atravessa as ruas de Paris e a mutabilidade das estações. Cada poema funciona como um ciclo: o desabrochar da primavera na capital francesa, o rigor do inverno e o amadurecimento do olhar, transformando a observação do cotidiano em uma jornada de autodescoberta e reverência à beleza do tempo.