Será que podemos afirmar com toda a segurança, e sem medo de
estar a faltar à verdade, que somos felizes? Olhamos à nossa volta
e o que vemos? Que planeta é este em que habitamos, escravos da
exploração de uns pelos outros, escravos da guerra, do culto da violência,
do consumo desenfreado? Olhamos para nós e o que vemos?
Que indivíduos somos nós, presos a um sofrimento interior que
parece não ter cessação?
Ao longo de milénios, filosofias, igrejas, religiões, ideologias, prometeram
a felicidade. Na verdade, é a felicidade que todos procuramos.
Qualquer ser, por mais pequeno, invisível que seja, procura a sua
harmonia e o equilíbrio na sua existência. Os seres humanos são dotados
da condição de tomar consciência do seu sofrimento e portanto
agir em conformidade, de modo a que ele cesse de forma radical e
irreversível.
Ao longo destas páginas encontrarão, de uma forma acessível, uma
proposta de diálogo sobre uma tradição que, do ponto de vista do
autor, se manifesta de uma forma especial, não se assumindo nem
como um dogma, uma doutrina, nem como mais uma religião, ou
filosofia, ou esquema filosófico, mas acima de tudo como uma Arte:
O Budismo.
Talvez tenhamos chegado ao momento de compreender com o
coração que a nossa libertação não depende de qualquer factor exterior
ou de qualquer entidade superior a nós. Talvez tenha chegado
o momento de assumir a nossa responsabilidade e, com as nossas
mãos, coração e mente, principiar o caminho da compaixão, da sageza
e do amor. Essa é a Arte da Ética. Uma Espiritualidade Laica.
Numa sociedade onde a felicidade aparece como cada vez mais distante, o livro aponta um caminho para o equilíbrio pessoal e harmonia com o mundo.
O livro responde à procura de obras de espiritualidade, das quais os livros sobre a espiritualidade oriental têm vindo a ser dos mais procurados.
O autor entregará as receitas provenientes da venda deste livro a instituições de acolhimento e protecção a crianças refugiadas.