"Ultimamente, ao olhar para a caneta, virada para os dedos do poeta, tenho tomado consciência da fome do papel… (tenho, de facto)!
Depois, tenho pensado na respiração das pequenas palavras e nas pessoas: a) no teu riso engraçado; b) no quotidiano; c) nas coisas que queremos e nas que imaginamos querer; d) na casca do corpo.
Tenho pensado, também, no sentido e nos plurais papéis, onde elas (as palavras) poderão viver, fazer a sua casa, pagar a água, a luz, levar os filhos à escola, etc…
Tenho imaginado depois a partilha de todas estas palavras preexistentes e pensado também no seu peso em cima das páginas brancas, por dentro da(s) outra(s) pessoa(s).
Agora (…) as palavras interiores são completamente livres!"