Descendente dos guerreiros Songhai, Nhô Sukutu transporta consigo a herança de glória dos seus antepassados. Perseguido, escravizado e injustiçado, lutou sempre e nunca desistiu de impor a força da razão, em tentativas sucessivas de resgate estéreis, num contexto colonial de resistência, numa luta incessante contra a cultura imposta pelos piratas que atuam à margem da lei, onde, por vezes, os navios do seu país adotado eram atacados. Conseguiu fintar a morte devido aos conhecimentos adquiridos em Tombuctu, onde estudou. O desenraizamento forçado levou-o à obsessão da libertação do seu saudoso amor, como último desejo.
O infortúnio leva os dois amigos Songhai por terras do Brasil e pelos mares das Caraíbas. Tornaram-se piratas, tentando, desse modo, a libertação dos sequestrados, conseguindo juntar todas as peças do talismã, símbolo da amizade que os unia. O grande amor entre O Príncipe Pirata - Nhô Sukutu - e a sua amada Kukia ficou profundamente marcado pela pureza da vida.