Sentada no velho sofá onde agora passa os dias, uma solitária senhora desfia memórias ante o olhar circunspecto de um silencioso bancário, ouvinte de ocasião.
Olhando o jardim, lá fora, arruinado pelos anos e pela incúria, disserta sobre a vida e a morte, sobre a trágica história da família que a transformou, anos volvidos, na única herdeira de um património sem interesse.
A que nos resumimos? A simples memórias?
E será verdade que os nossos pensamentos tenham formas?
O pó que nos cobre é uma reflexão sobre a vida e a condição humana, que nos transporta para o universo das emoções, em que a ironia ácida e o humor cáustico andam de mãos dadas.
O que une dois seres humanos aparentemente tão distintos?