É impossível compreender a tragédia que vivem israelitas e palestinianos sem se remontar às origens do conflito. Em 14 de Maio de 1948 nasceu o Estado de Israel, mas não o outro Estado - árabe - previsto no plano de partilha da Palestina aprovado, em 29 de Novembro de 1947, pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Porquê? E porque é que centenas de milhar de árabes palestinianos seguiram o caminho do exílio? E porque é que a guerra de 1948-1949 não resultou numa paz duradoura entre Israel e os seus vizinhos? Os «novos historiadores» israelitas descobriram nos arquivos novas respostas para estas questões, desafiando os relatos oficiais. Em O pecado original de Israel Dominique Vidal propõe uma síntese das investigações desses historiadores, praticamente inéditas em França e em Portugal. Ignacio Ramonet assina o prefácio e Joseph Algazy analisa, no posfácio, os debates em torno do «pós-sionismo».