Integrado numa vasta e rica memória patrimonial, o
azulejo assume, como sabemos, desde cedo, um papel
modelador da arquitectura, sendo cada vez menos
entendido apenas e exclusivamente como elemento
decorativo.
É dentro desta perspectiva que o Montijo se destaca aqui
como núcleo urbano com significativo peso expressivo,
visível tanto em algumas importantes e destacadas
campanhas decorativas do azulejo barroco (exemplo da
Igreja Matriz do Espírito Santo) como, especificamente, na
variedade dos revestimentos azulejados dos edifícios de
arquitectura residencial, designada corrente, dos finais do
século XIX e primeiro quartel do século XX, tendo-lhe sido
atribuída uma maior atenção em relação às restantes zonas
levantadas.