O Observatório Astronómico de Lisboa é o receptáculo da herança comum que encontramos na arquitectura e na ciência. Mas, é necessário não esquecer que, como cenário de um cientismo emergente no final de oitocentos é, em grande parte, à própria matéria arquitectónica que vai buscar a sua substância patrimonial.
Inesperadamente, de entre o panorama dos observatórios astronómicos do século XIX, o observatório de Lisboa não sobreviveu por causa do valor superlativo dos seus feitos científicos - portanto como testemunho de valores imateriais de foro não arquitectónico - mas sobretudo, por causa da qualidade da sua arquitectura.