Para o Antigo Egipto tudo tem vida. Pensar que uma qualquer coisa é inanimada prova que o nosso olhar não se abriu correctamente sobre a realidade. O Homem, como qualquer outra parcela viva, é o resultado de um jogo de forças. Sofrerá passivamente os seus efeitos ou procurará identificá-las? Da resposta a esta pergunta dependerá a qualidade do seu destino.
As forças mágicas parecem-nos hostis na medida em que o nosso grau de conhecimento é insuficiente. O cientista contemporâneo critica de bom grado o ser primitivo que se extasia ou se assusta perante fenómenos naturais que julga sobrenaturais. Mas o próprio cientista, apesar do seu saber, fica escravo de zonas de sombra que por vezes falseiam o raciocínio melhor estabelecido. O que quer dizer que tanto o Homem de hoje como o Homem de ontem se confrontam com o desconhecido, fonte e finalidade da sua existência. Com os mágicos do Antigo Egipto temos, neste domínio, muita coisa a aprender.
Após As Egípcias e O Egipto dos Grandes Faraós, a ASA orgulha-se de apresentar aos leitores portugueses esta nova obra de Christian Jacq, o mais reputado dos egiptólogos franceses.