Acontecimentos bizarros ocorrem no Hospital-Prisão de Água d'Alto, situado na vertente sul-leste da ilha de São Miguel, nos Açores. O complexo prisional integra o Centro Hipócrates de Estudos Biomédicos, criado e dirigido por Ramon Árias, médico-cirurgião, de origem peruana, que se proclama descendente do povo Atlante, que governou o continente da Atlântida, antes de submergir tragado pelas águas do oceano.
A fuga de um recluso, repatriado dos EUA, leva à denúncia dos estranhos casos clínicos e, num ápice, chegam ao conhecimento de uma jornalista do Notícias dos Açores. Com o processo-crime Operação Hipócrates instaurado pelo Ministério Público, Árias é constituído arguido e levado a julgamento.
Paralelamente, Bárbara do Canto, directora do Instituto de Geofísica e Vulcanologia está preocupada com o recrudescer da actividade sísmica do maciço vulcânico da Lagoa do Fogo que ameaça a sobrevivência do complexo prisional de Ramon Árias.
Além do vulcanismo, há outra turbulência na vida de Bárbara: Gustavo Daguerre, fotógrafo freelancer da Geographic Magazine, interessado em fotografar a paisagem vulcânica. Entre eles nasce uma atracção tão fulminante que supera a diferença de idades que os separa.
Ao longo dos dezasseis capítulos, a narrativa vai alternando a loucura de Ramon Árias com a paixão de Bárbara do Canto. De uma e de outra pode brotar a tragédia.