Neste originalíssimo estudo, Klaus Berger, importante teólogo alemão, restitui à pregação de Jesus o seu carácter indisciplinado, trazendo ao de cima as múltiplas instâncias em que Jesus se socorre do absurdo e do exagero, em evidente provocação aos ouvintes, procurando suscitar neles o riso e, pelo riso, a reflexão que leva à conversão.
O autor mostra como o humor de Cristo está intimamente ligado à sua liberdade ante todos os gigantes aparentes que oprimem os homens; tal liberdade, por seu lado, funda-se na certeza de ser amado pelo Pai e numa observância radical do Primeiro Mandamento.
O humor de Jesus é, pois, muito mais do que um simples artifício retórico: é uma dimensão até agora pouco explorada que manifesta alguns dos aspetos centrais da pessoa e missão de Jesus.