Descrever eventuais semelhanças entre a marcante obra artística de Harry Kernoff e o jovem percurso literário de Vítor Vicente, poderia apresentar alguma dificuldade, mas curiosamente têm semelhanças na visão e na ação dos seus percursos pessoais. (…) Logo pela paixão de viverem em Dublin(…). É o que nos permite um livro, viajar dentro de si, sentir nos traços da pintura, imaginação, amor, tristezas, como também a saudade que os textos nos podem revelar, todo o homem precisa de viajar, é só escolher se através dos textos ou imagens, ou descobrindo mundo para lugares que não conhecemos, e com os seus olhos e pés, sentir chuva, frio, calor, distância, saudade, solidão, este simples gesto de ir e ver, também nos faz ser novamente alunos da vida. (…) Ainda assim, mortos ou vivos, de toda a literatura, você amigo leitor, é a minha melhor página. Boa leitura.