Sobre o livro
Num mundo laico pode haver uma espiritualidade autêntica? Esta é a questão — profundamente actual — que Luc Ferry coloca neste seu livro. Reflectindo sobre as condições em que se organiza uma nova ordem ética nas sociedades que já cumpriram a sua "revolução religiosa", ele demonstra-nos como o longo processo evolutivo através do qual o divino se retira do nosso universo social e político mais não é, afinal, do que um processo de sacralização do próprio homem, que conduz a novas formas de espiritualidade.
Com clareza e rigor, o filósofo analisa as evoluções recentes da "humanização do divino" e da "divinização do humano", subentendendo que a modernidade não se caracteriza pela recusa da transcendência, mas pela sua "recolocação" sob novas formas.
Libelo a favor de uma espiritualidade laica baseada num "humanismo transcendental", o presente livro de Luc Ferry contribui com algumas respostas cruciais para o problema do sentido da existência com que se confrontam hoje as sociedades modernas.
O Homem-Deus foi considerado pela revista "Lire" como um dos melhores livros publicados em França no decorrer de 1996.