Eis um homem que manda estrangular um dos seus filhos, assiste à agonia de um outro e recolhe o último
suspiro da mulher, antes de morrer por seu turno. O seu nome é Solimão e chamaram-lhe O Magnífico. è o soberano mais
poderoso da Terra. É, para nós, um estranho. De onde vem então o intenso sentimento de fraternidade que nos desperta a leitura
deste texto? Como pode este homem estar tão perto de nós, quando todas as suas motivações nos escapam?
Depois de A Aurora dos Bem-Amados, Louis Gardel evoca novamente a época de ouro do império Otomano. Mas dá-nos, desta história
fabulosa e cruel, uma versão muito contemporânea. Mais jansenita que mulçumano, Solimão surge como um herói moderno,
confrontado com a sua
responsabilidade.