Enquanto riscava os dias no calendário, António já imaginava a sua nova escola, sabendo muito bem o que iria encontrar: um castelo de pedra escura escondido no meio de árvores de troncos largos e ramos que se estendiam até perder de vista, com portas de madeira que rangiam alto sempre que alguém as empurrava e corredores que se transformavam em labirintos. Mas a escola que encontrou era igual a todas as outras. Sem poções. Sem magia. Sem feiticeiros. Quer dizer, com excepção da Helena. Mas o pai avisou-o logo no primeiro dia que não se devia julgar um livro pela capa.
Será que a escola esconde mais do que o que se vê à primeira vista?