A inovação deste livro reside em agregar a influência da filosofia,
da psicologia e da sociologia não apenas às doenças ditas psicossomáticas
mas também às consideradas exclusivamente do foro biológico.
Recuperando as teses de Damásio e de Coimbra de Matos, o autor,
através de casos clínicos concretos, prova que todas as doenças têm uma
componente psicológica e neurológica e que, para que o médico possa
entender o doente e a sua doença como um todo (mente-cérebro-corpo),
necessita de dedicar mais tempo ao doente no sentido de conhecer toda
a sua envolvente, numa medicina capaz de aliar aos procedimentos
técnicos e terapêuticos os afectos. Nesse sentido, impõe-se uma alteração
profunda na formação dos médicos que dá tão pouca importância
à profundidade e potencialidades inerentes ao sofrimento humano.