Com a maestria de um pintor e a arte de ser poeta, o autor descreve-nos as inquietações de um homem, no "percurso férreo de uma vida". Tudo isto combinado com as ilustrações de alunos que o autor convidou para interpretarem os seus textos. Como diz o autor, "aqui viajamos em paz, escutando o som e a musicalidade do pouca-terra, pouca-terra."
«Carlos Nascimento é um livro. Quando o conhecemos, quando o ouvimos ou abraçamos, sabemos que esconde uma biblioteca de palavras, desenhos e sons. Torna-se assim ainda mais interessante passear pela pureza das verdades absolutas na premissa de que aquilo que estamos a ler é um prolongamento do seu corpo, das suas falhas, dos seus sonhos. Comboio a Vapor é de uma enorme simplicidade, sempre o mais difícil estado a que podemos aspirar. A simplicidade que procura em cada palavra, uma depuração que obriga à escolha criteriosa de cada letra, de cada ideia.»
Luís Osório in Prefácio