"Um dos mais inovadores livros de poemas dos últimos anos.(...) Se existe a chamada "poesia/escrita de mulheres", esta será, sem dúvida, a verdadeira voz feminina.
(...) Nesta escrita dificilmente encontraremos uma imagem reconhecível, um verso que não nos perturbe a ordem com que pacificamente julgamos entender/ver o mundo. Este é um verdadeiro "fazer" (poiesis) do mundo, o âmago de toda a verdadeira arte: aquela que procura, mais do que tem a dizer; aquela que pergunta, em vez de afirmar. Assim se testam os limites das nossas palavras e da nossa consciência, os limites das nossas visões do real. O voltar a esse âmago é também o voltar ao ventre original, o voltar ao feminino que é o Verbo -- o voltar ao ciclo das sedas".
(do prefácio de Graça Capinha)