Jules Verne, impressionado com a obra de Géricault resolveu inspirar-se na tragédia da Méduse para contar a história
do seu Chancellor. Começou a escrever este romance em 1870, mas só em 1874 o publicou como folhetim em Le Temps.
E tinha consciência do passo ao lado que ele representava na sua habitual maneira de estar na literatura. Como reagiriam
os seus fiéis leitores, habituados e encantados com a sua imaginação visionária, a este huis clos escrito com um presente
contínuo, que abandonava a história extraordinária no sentido que ele costumava dar-lhe e se concentrava no homem em
luta pela sua sobrevivência num espaço exíguo, em circunstâncias que lhe despertavam a mais básica das selvajarias?