Paulo vive entre dois mundos. Nem sempre a vida corre de feição; vive entre a incapacidade de sobreviver e o instinto de não se adaptar. "A vida pertence a um grupo de pessoas do qual não faço parte. Torna-se difícil respirar".
Nesta cruzada interior, Paulo sente-se incapaz de compreender os poderes instalados a quem apelida de «filhos». No seu dia-a-dia percorre caminhos que o assustam, inclusive aqueles em que se revê: "Descobri que o sítio onde vivo não passa de uma (des)ilusão. Que tudo o que me rodeia é apenas isso: um erro. As pessoas caminham sem vida própria, num automatismo errante. Circulam como cifrões. Notas grandes sem valor. Apenas circulam de mão em mão. São dinheiro que se consome e que o tempo desvaloriza."