Dos teatros anatómicos às selvas indonésias, dos laboratórios de Berkeley às grutas de Atapuerca e Torres Novas, houve quem descobrisse os sinais incipientes do que nos torna humanos. Traços anatómicos e comportamentais que hoje nos parecem banais são, afinal, singularidades evolutivas com raízes muito antigas que fizeram de nós o que somos: migrantes, mas apegados à terra; hipersociáveis, mas desconfiados dos estranhos; ultracooperativos, mas conflituosos; inteligentes, mas crédulos e vulneráveis à mentira organizada.
Quando procuramos pesar o que nos une e o que nos separa, acabamos por perceber que aquilo que nos une é precisamente aquilo que nos separa.
O Caminho de Adis Abeba é um livro sobre as origens e a evolução da nossa espécie, e sobre a aventura intelectual de muitos daqueles que as desvendaram.