«[...] na primeira pessoa, Carlos Campos fala-nos desse homem que veio do mar e que, tanta vezes, se confunde com o próprio mar, a quem quer sorver a força e a infinitude. É desse EU-mar, que espalha as palavras poéticas até à praia, onde procura passos na areia - sei-te aí, sinto-te. É aqui que principia a dialética que afronta o peso da ausência e do despotismo do tempo. Todos os dias te espero. Enquanto não chegares, os dias não serão todos. [...]»
Do prefácio de João Morgado