"Renasci de novo, não do útero quente e confortável da minha mãe, mas das entranhas do meu próprio querer, desbravando tudo à minha frente que pudesse obstruir-me o caminho, agarrada a um sorriso que se deita e levanta comigo."
Nunca Tive Jeito Para Chorar é uma bela e emocionante história verídica de sobrevivência e coragem da protagonista Celeste, que se torna numa verdadeira lição de vida, fazendo-nos acreditar que encarar a vida de forma positiva é a chave para sermos bem sucedidos em todos os aspectos da nossa existência. Desistir é, com efeito, uma palavra que não existe no vocabulário da personagem Celeste, 51 anos, uma verdadeira força da natureza, que atravessou fases de vida muito difíceis desde o seu nascimento, até ao momento em que lhe foi diagnosticado cancro na mama, e - a partir daí - todos os acontecimentos relacionados com a doença, o seu tratamento, o apoio de amigos e familiares, o sofrimento sempre encarado de modo optimista e positivo, com a protagonista a criar laços de amizade com pessoas que conheceu nessa adversidade e que se predispuseram a contar as suas próprias histórias (capítulo XV, "O quadrado aberto do laço"), e a estimulá-las, ajudando-as a superar, como ela o fez, o mito do cancro e a transformá-lo num "simples problema", e sempre com um sorriso que se deita e levanta consigo.
Não se pense, contudo, que a personagem principal não teve momentos de desalento, medo ou fraqueza. É humana e, como tal, esmoreceu por alguns momentos, mas - pela sua personalidade forte e corajosa - ultrapassou esses minutos de desespero e seguiu em frente com um objectivo: dominar a doença e ficar curada.