Esta é a história de um menino só. Pode ser a história de tantos meninos, presos numa infância de solidão.
Passam os dias num silêncio que se confunde com tranquilidade, quando é a ansiedade e a confusão que verdadeiramente os definem.
Talvez gostassem de viajar num barco grande ou numa nave espacial para outro lugar, onde os meninos se encontram através dos olhos, porque os olhos se detêm o tempo necessário para que a solidão se transforme em laço.
Um lugar onde a amizade inclui, onde brincar faz parte, onde um abraço é condição obrigatória em todos os dias da infância.