"não acredito em dias cinzentos. nesses em que, nos lençóis solitaria¬mente desfeitos, sinto o teu cheiro tatuado na almofada e nos lençóis que lavo e ponho a corar para que o sol leve os gestos que guardei do teu rosto. e as carícias. e a roupa espalhada. e os gritos. esses que me atormentam. esses onde estou perdida nos sons que guardei de ti.
não acredito em dias cinzentos
quero acreditar que não acredito em dias cinzentos"