Esta obra pretende ser o testemunho de uma época, considerada de 'sombras' e de 'claridades'. Quem nasceu em Angola e viveu lá uma parte importante e viveu lá uma parte importante da vida verificou de perto essas duas realidades, que definem aliás o colonialismo português: períodos de sombras, onde os negros (os colonizados) suportam o jugo dos brancos (os colonizadores); período de claridades, porque muitos brancos não quiseram nunca, nem subjugar, nem oprimir, nem maltratar os negros, mas apenas aproveitar um contexto histórico-político determinado, onde exerceram a sua actividade e ajudaram a desenvolver um território até aí inóspito.