Velho bar de genuflexões / e de telhados de colmo, / velho bar, meu embondeiro /de penumbras, sombras, noites, / bar das insinuações, / dos sonhos, superstições, / bar do corpo, copo inteiro, / do sedento pernoitar, / bar de manhã, nevoeiro, / e do lento navegar, / bar de toda a rosa negra / onde o unimog pardo / geme seios de luar, / bar de colcha numa cama, / de mornas e de mimar, / em ti recorda quem ama / que existe um outro remar.