Joan Miró mantinha-se calado. Recusava-se a participar numa discussão que, no entanto, era muito animada entre os artistas presentes naquela reunião tumultuosa. A certa altura, Max Ernest, seu colega e vizinho de atelier, pegou numa corda enquanto outros prendiam os braços de Miró. Colocaram-lhe um nó corredio à volta do pescoço e ameaçaram-no de que o enforcariam se não começasse a falar. Silêncio obstinado de Miró.