«Já não vejo o copo molhado, deixado, usado pelos teus lábios no pequeno-almoço do dia. Já não me despeço num até já. Não!
Escrever é esquecer do mundo, para me lembrar de ti... porque continuo a escrever?
Posso bater-te à porta e permanecer no teu corpo? Podes ficar com os meus olhos e depois conduzes-me até casa... porque continuo cego?
Desfocavas-me os sentidos com o teu assédio guloso, capataz do meu tempo, da minha vulnerabilidade, a teu proveito egoísta. Eu deixava, e corrompia-te de felicidade só´ para te ter completa, naquela mesma figura suada, só´ para mim.
Abusas de mim, de novo?
Porque me deixaste, amor? Morri para ti assim tanto?»