Memórias é uma narrativa pessoal, do autor, através da qual relata vivências da juventude que lhe permitiram ganhar consciência política, ao acompanhar as lutas estudantis, em Lisboa, contra o regime fascista. No cumprimento do serviço militar refere a sua participação no 25 de abril e o processo de descolonização de Cabinda, uma colónia reconhecida pela ONU, OUA e Portugal, mas que a ala mais radical do MFA entregou, de forma ilegal, a Angola, esquecendo o direito de independência daquele povo, baseado nos tratados de protetorado, reconhecidos pela Conferência de Berlim, em 1885.
Revela ainda aspectos da vida militar que evidenciam limitações da instituição para cumprir a sua missão, decorrentes não apenas da situação política, a principal culpada, mas também da sua forma de funcionamento, com implicações negativas na vida dos militares.