Em 'Mano Juan', Marcos Rey apresenta uma história ambientada na América Latina dos anos 70, com todos os entraves encontrados por aqueles que
ansiavam por um mundo melhor, com a restauração da democracia, não só no Brasil, mas em muitos outros países. Juan é um guerrilheiro cubano em
fuga da Bolívia para o Brasil e, em São Paulo, procura por Batista, um jornalista que escreveu uma série de reportagens sobre ele, para pedir-lhe ajuda.
Batista não tem como ajudá-lo. Estava impossibilitado. Afinal, com a ditadura militar, ninguém brinca. Ela não permite compaixão. Além do mais, nesse
mesmo dia, uma mulher sedutora - Dalila, atriz iniciante -, por quem Batista é apaixonado, prometera uma noite caliente em troca da publicação de
algumas de suas fotos no jornal em que ele trabalha.