Luiz Pacheco chamou-lhe "um marginal requintado". Poucas expressões definem tão bem Carlos Mota de Oliveira, autor que construiu uma obra única, distante de modas e escolas literárias, marcada pela imaginação, pela exigência estética e por uma profunda liberdade criativa.
Escrito a partir da experiência vivida pelo autor durante a Guerra Colonial na Guiné-Bissau, Mancebos Solteiros do Mar não é um livro de guerra no sentido convencional. em vez da narrativa bélica, encontramos uma escrita poética e visionária que resgata a amizade, a compaixão, a beleza e a dignidade humana no meio da violência e da desumanização.
Entre memórias, episódios vividos e uma linguagem de extraordinária invenção literária, Carlos Mota de Oliveira cria uma obra que transforma a experiência histórica em arte, oferecendo ao leitor uma reflexão profunda sobre a condição humana, a liberdade e o poder da imaginação.