Nem sempre a luz revela aquilo que é suposto ser visto.
Existe, escondido por detrás das memórias, um jogo de luz e sombra que nos arrasta e empurra.
É assim neste "luz fantasma". Uma viagem em que os passageiros com que o autor se cruza vão para além de quem afirmam ser. São a sombra de um amor maior, esse "Amor da minha vida" que se afirma nos cheiros, nas cores, nos silêncios e nas palavras, esse amor que dá sentido aos dias, essa procura interminável que tem, apesar disso, muitos apeadeiros, como se pontos de chegada.
Este livro não é uma biografia, não é da vida e da morte do autor que trata, das suas conquistas e das suas derrotas. É uma espécie de festim gourmet, em que o que se oferece ao leitor são aperitivos que o procuram guiar na busca desse amor maior.
Não é uma biografia, já se disse. Mas porque todo o escritor é canibal, é dos pedaços dos outros que se faz a digestão do autor.