A presente edição de O Livro Sexto integra-se num novo plano de publicação da Obra Poética de
Sophia de Mello Breyner Andresen. Para além da fixação definitiva do texto, a cargo de Luís Manuel
Gaspar, regressa-se à edição autónoma de cada um dos livros de poemas da autora.
"Livro Sexto", embora sendo a sétima obra de poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, justifica o
título pelo estatuto especial do volume anterior — O Cristo Cigano —, referido pela autora em Arte Poética IV
(Dual, Lisboa, Moraes Editores, 1972) não como «livro» mas como «poema longo», resultante da
organização de «vários poemas soltos» escritos sobre uma história que lhe foi contada pelo poeta
brasileiro João Cabral de Melo Neto.
"Livro Sexto" teve seis edições autónomas (1.ª ed., Lisboa, Livraria Morais Editora, 1962; 2.ª ed., com
variantes e um posfácio da autora, depois recolhido nas cinco edições de Antologia com o título Arte
Poética III, Lisboa, Livraria Morais Editora, 1964; 3.ª ed., Lisboa, Livraria Morais Editora, 1966; 4.ª ed.,
Lisboa, Moraes Editores, 1972; 5.ª ed., Lisboa, Moraes Editores, 1976; 6.ª ed., com variantes, Lisboa,
Edições Salamandra, 1985). Foi incluído, com novas variantes, em Obra Poética II, Lisboa, Editorial
Caminho, 1991. O «Posfácio», sem título, serviu de abertura a Obra Poética I, Lisboa, Editorial Caminho,
1990.
A presente edição definitiva respeita as emendas da autora a esta última versão e inclui dois poemas que
nela não figuravam: Manhã e Pátios, retomados das edições anteriores. A revisão de texto obedece às
normas ortográficas vigentes, não ocorrendo neste livro nenhum dos casos em que a autora
deliberadamente delas se afasta, e que têm, noutras obras, um exemplo significativo na palavra «dansa».