"Cara séria, de catedrático, orelhas grandes, como antenas, e os olhos húmidos para o dono...".
Assim S. Josemaria Escrivá descrevia o burro para as pessoas que se reuniam ao seu redor, incentivando-as a tomar o animal como modelo. Mas porquê?
Ora, é muito antigo o costume de usar os animais para extrair lições para os homens, e S. Josemaria via no burrico - não no burro velho e teimoso, capaz de um coice traiçoeiro - um animal dócil, trabalhador, austero, humilde e mesmo inteligente. Além disso, sempre gostava de recordar que um burrico fora o trono de Jesus na sua entrada em Jerusalém.
Nestas páginas, o autor segue as pegadas de S. Josemaria - a quem conheceu pessoalmente - e, com bom humor, apresenta-nos dezoito lições que esse quadrúpede, cada vez mais raro e desprezado nos dias de hoje, pode dar-nos a todos.