«Respirar é poesia quando temos o mundo (a casa, a amada) dentro de nós - é um dos temas recorrentes destes poemas breves, brevíssimos, e este facto é um dos mais importantes da poesia de Paulo, isto é, dizer o máximo com o mínimo. Porque é no silêncio que está o futuro, porque a poesia se faz exactamente de viva (vivência), mais silêncio (interioridade), mais palavra (expressão).
É pois de uma ode que se trata o que se segue: ao silêncio, ao acto puro dos olhos de que resulta a poesia mínima, que, por essa razão, é sempre máxima: quero dizer: intensa."»
do prefácio de Casimiro de Brito