Porque " a vida quer-se pulsante, exposta, brutal até" a poesia de José Neves convida-nos ao abandono do ego e à sublimação da atemporalidade transcendente. Num registo fluído como o Tempo, caracterizado por neologismos ousados e desafiantes de lógicas lineares, o Autor percorre os labirintos da experiência humana acompanhado por referências mitológicas e anímicas, que o guiam no desafio de se entender e de se (re)encontrar no Absoluto. Nos versos que desafiam a gramática, a consciência do Leitor é desafiada a superar-se, a buscar os arquétipos da sua natureza essencialmente pagã. Leva-me comigo é "um mergulho visceral", quase místico, quase divino, quase humano.