Quando falamos de José Júlio falamos, portanto, de um toureiro de gerações. Foi o ídolo dos aficionados com a idade que
teriam hoje os meus pais. Em todo o mundo, mas de forma
especialmente empática na sua Vila Franca de Xira. Foi e é o
ídolo dos aficionados e dos não aficionados da minha geração.
É um ídolo para os meus filhos que ainda o viram tourear. Será
um mito, uma lenda, que será passada aos meus netos e, pela
boca destes - e agora com a ajuda preciosa que será dada pelo
livro "José Júlio, Vida e Tauromaquia" - aos filhos deles.
Por razões geracionais, não tive o privilégio de o ver nos anos
gloriosos das décadas de 50 e 60. Porém, como para todos os
vilafranquenses, José Júlio tornou-se para mim um ídolo, quase mitológico. Uma lenda viva. Os ecos desse tempo, e dos
"Olés" que se soltaram dos peitos emocionados de então, chegaram ainda fortes até mim e, estou em crer, ainda hoje se
repercutem nos peitos dos jovens da nossa terra.