«Ao olhar para a sua maneira de capturar o
espaço, os rostos, os objetos do teatro, mais
próximos da vida quanto mais longe dela,
fica claro que esses retângulos de papel
fotográfico não são retratos das coisas que
nos rodeiam: Jorge Gonçalves gosta de
agarrar nas coisas, mordê-las, engoli-las e
devolvê-las novas, de novo, perfeitamente
antigas como o passado e vibrantemente
presentes como a memória.» escreve Letizia
Russo
As fotografias que se apresentam nesta
edição, refletem um percurso de vinte anos
de cumplicidade partilhada durante os
ensaios dos Artistas Unidos e que Jorge
Gonçalves fixou com mestria.
No dizer de Jorge Silva Melo a forma como
ele grava a imagem «[...] é uma outra
maneira de olhar o mundo, é reescrita, é
fotografia, chamemos-lhe arte, que foi para
isto que se inventou a palavra.»