Digamos que estamos a entrar num terceiro momento da história das relações do homem com o mundo. O primeiro seria o momento sincrético, anterior à ciência, anterior à análise, fundado numa relação indistinta entre o homem e o cosmos, isto é, a totalidade orgânica e organizada que o cerca.
Um segundo momento, correspondente à Galáxia de Gutenberg, como diria McLuhan, seria o da especialização, da fragmentação disciplinar, do pensamento analítico governado pelo princípio, hoje insustentável na sua generalidade, de que o todo é igual à soma das partes. Estaríamos agora a entrar num terceiro momento: aquele que, justamente, reclama o contributo da interdisciplinaridade e integração dos saberes.
O que significa que a interdisciplinaridade não é qualquer coisa que nós tenhamos de fazer. É qualquer coisa que se está a fazer quer queiramos ou não.
Do Prefácio