Entre 1165 e 1816, onze infantas de Portugal foram rainhas de
Espanha. A primeira, a infanta Urraca, filha de Afonso
Henriques, que com o seu casamento contribuiu para a
independência de Portugal, mas que, apesar de a boa relação
com o seu marido e de o nascimento de um herdeiro, teve de se
separar por ordem do Papa. A infanta Maria, que ajudou o seu
marido a vencer a batalha do Salado, se bem que este
mantivesse uma relação adúltera, com a qual nem Santa Isabel
de Portugal, avó da infanta conseguiu acabar. A infanta Beatriz,
que por ambição de sua mãe, Leonor Teles, foi o motivo da
batalha de Aljubarrota. A infanta Joana, irmã de Afonso V, que
se viu obrigada a casar com um príncipe supostamente
homossexual, sendo a «Excelente Senhora» fruto deste
casamento. Ou as mães lusitanas de Isabel, a Católica e Filipe II
de Espanha, que ao educar os seus filhos num ambiente tão
português, levaram-nos a ambicionarem a conquista do reino
materno. Chegando a Maria Isabel de Bragança, a quem se deve
a fundação do Museu do Prado e que viveu amargurada pelo
desprezo do marido, acabando por morrer vítima de uma
cesariana ordenada pelo rei.