Idades não é uma bola de cristal que permite entrever uma vida através dos seus momentos mais emblemáticos, assinalados pela voz dos poemas. Idades é um espelho mágico em que o leitor se pode ver e amar enquanto sujeito ao comungar de um modo directo ou indirecto das respirações da poetisa. Lendo esta obra percebemos que muito embora a flecha do tempo seja inexorável, aquilo que é fundamental obriga-nos sempre a voltar atrás, isto é, a ir buscar, uma e outra vez, a essência, o núcleo central, o fulcral. Este eterno retorno ao que é fulcral molda a nossa atitude ao longo de uma vida que é feita de mudança.