Nesta obra, Horácio N. Medina começa por nos fazer refletir sobre a humana divindade de nós próprios…
Fumo um cigarro.
Que pó é pó que não nasce assim
E a isso há de voltar?
Que teria em mente Deus
Quando criou o cinzeiro?
…passando levemente por Ela, apresenta a sua posição perante a vida, destacando elementos ténues da sua essência…
O primeiro dia é como todos os outros.
O rasgar do ventre, chorando por entre sorrisos.
É dilatar de pulmões, ofegando a cada instante.
E é mexer os lábios, por entre mais um fim.
…confrontando-nos de seguida suavemente com a Maldita…
O que dói é puro. O resto é mero purificante.
(…)
Estética da morte: pura como o primeiro dia.
Horácio N. Medina pretende com isto preparar o leitor para toda a profundidade de temas que se seguem, apresentando-os tenuemente e de uma forma clara.
E então, caro leitor, vai perder o que se segue?