«Homens de Alma Triste é a história de uma família galega que emigrou para Lisboa ainda no tempo da Monarquia.
A história centra-se na vida de Orencio. Um menino que ficou órfão de pai com um ano e meio, emigrando para Lisboa aos 12 anos, com a responsabilidade de conquistar uma vida melhor e de enviar dinheiro para a mãe.
Dividida em quatro partes, a narrativa vai-se desenrolando do ponto de vista de quatro personagens e das suas próprias vivências.
Asunción, mãe de Orencio, ficou viúva muito jovem com três filhos pequenos. Conta o início de vida de Orencio e dos seus dois irmãos numa aldeia galega, da Província de Pontevedra. Descreve como se vivia à época na Galiza, percebendo-se a necessidade de emigrar.
Orencio chegou a Lisboa em Junho de 1901. Começou a trabalhar como marçano e, fruto da sua força, trabalho e persistência, chegou a ter três mercearias e um armazém. Descreve a vida em Lisboa, principalmente entre os bairros da Madragoa, Santa Catarina e S. Bento.
José Cruces, sogro de Orencio, foi o primeiro a emigrar para Lisboa no final do século XIX. Fez fortuna com o negócio de velharias e antiguidades. Viveu a loucura dos anos 20, em Lisboa; os clubes noturnos, o jazz e o jogo.
Cristalina, esposa de Orencio, chegou a Lisboa em Novembro de 1919. Teve seis filhos. Descobre a cidade e apaixona-se por ela.
O título do livro refere a tristeza que é sair da sua aldeia e do seu país. Deixar a família. Perder a sua língua. Viver a saudade. Conviver com a partida. Tornar-se uma alma triste.»
In contracapa Homens de Alma Triste