- Foi dado como desaparecido e, posteriormente, como morto.
[…] nessa altura, o meu pai estava no norte de Moçambique, também em comissão de serviço, e teve conhecimento da ocorrência. E sempre nos garantiu que, apesar de todas as buscas desenvolvidas, nunca apareceram vestígios nem do piloto nem do avião, nem em terra nem no mar.
- Esquisito, não?
- Esquisito, sim, muito esquisito, que um avião, ou o que dele restar, não desaparece assim sem mais nem menos. O certo é que a família nunca recebeu os restos mortais do rapaz. É o pior dos lutos, parece que nunca acaba. A mais cruel das realidades.
- […] Mas também ninguém conhece o futuro, e o que não se conhece hoje poder-se-á vir a conhecer amanhã, não é verdade? Às vezes, quando menos se espera…
- Quem sabe?
- O nosso mundo está cheio de surpresas…
Que surpresas estarão reservadas a estas personagens?