O ser humano teve sempre necessidade de reproduzir o real e deixar uma marca do seu pensamento para se libertar do esquecimento e da morte. Mas copiar a natureza foi igualmente a ideia directora dos artistas. É por isso que os artistas e alguns cientistas irão procurar todos os meios possíveis para tornar mais fácil esta tarefa e libertar o ser humano da dificuldade de desenhar à mão. Esta é uma história da fotografia que é, em simultâneo, um percurso de descobertas, de inventos, de técnicas. O autor começa por traçar uma história das técnicas, desde Aristóteles e das invenções mecânicas para copiar a natureza, até aos nossos dias, abordando em especial a época de 1816 a 1890, com as grandes invenções que revolucionaram a fotografia: o daguerreótipo; o calótipo; o colódio húmido; o gelatino-brometo de prata; a similigravura. Mas também aborda a Estética e utilização da fotografia no século XIX, e a fotografia moderna, relacionando-a com o cinema, com a sociologia, com a linguagem artística, com a imprensa, o livro e o fotojornalismo; com a moda, a fotografia aplicada e a cor, o retrato. Finalmente analisa o mercado da arte fotográfica e os seus protagonistas.