A industrialização transformou as forças energéticas e os modos de produção em relações laborais e socioeconómicas, vinculou progresso, inteligência técnica e profissionalidade. Ao tomar o humano como sujeito e agente, e a técnica como meio, o binómio inteligência-profissão impôs-se enquanto condição e pedagogia para a educação integral, transformando as pessoas e a sociedade. O quadro histórico deste estudo é a Modernidade alargada, nas dimensões espácio-temporais, culturais, científicas, técnicas, políticas, pedagógicas, conectadas em movimentos conjunturais.
Abrem-se outros caminhos, entretecendo modernização técnica, mobilidade social e educação profissional em Portugal, numa espiral de ciclos cumulativos: ensino profissional e produção fabril; ensino técnico e industrialização; ensino profissional e educação integral; ensino profissional e tecnologia do social; dualismo do ensino secundário; unificação escolar e capital humano; renovação do ensino profissional e mutação social; educação profissional - alternativa e integração.