A leitura da história de uma instituição de Saúde quase secular, com antecedentes de cinco séculos, torna-se uma aventura de muitos cenários sucessivos. História abrangente semeada de dificuldades, com protagonistas surpreendentes: governantes, gente de hospital e de manicómio, calabouços da polícia, o famoso republicano Miguel Bombarda, várias obediências de Maçonaria, um benemérito enriquecido em Cabinda que a tornou portuguesa, dois bispos, padres, frades e freiras, são alguns dos atores. Lutam por uma causa nobre, perdem ou ganham, mas ninguém sai de cena. Por entre guerrazinhas, documentadas, e ódios de estimação entre os atores, emerge a questão inquietante, ontem e hoje: para alguém fazer o bem, bem feito, mesmo a pobres doentes da mente, precisa de ser bom? Ao leitor fica a tarefa de encontrar a resposta com a leitura deste livro.