"(…) Para Gomes Freire essa opção tem raízes profundas, com origem na sua iniciação e na conjuntura pessoal em que é feita. Muitos elementos, de investigações que lhe dizem diretamente respeito, ou documentação de arquivo hoje disponível, permitem desvendar o percurso de um maçon singular que sempre que pôde optou por uma prática maçónica onde a componente cristã, mística e cavaleiresca estaca presente.
Essa ligação data do início da sua vida como maçon, quando, como atributo social, para além da filiação, tem apenas o título de Cavaleiro da Ordem de Cristo, hábito que recebe em 1780. No inventário dos bens que lhe são confiscados quando é preso em 1817 lá aparece arrolado esse Hábito entre os parcos bens que possui.